I – Zé Priquito e Chico Rola e o corno que ouvia Djavan
O não tão grande Zé Priquito já tinha experimentado as comedorias da distinta enfermeira Matilde e, segundo sua intuição, ela não era a reencarnação da filha do sacerdote, porém, era uma boa foda, razão pela qual o muito grande Francisco Rôlla utilizando a lábia do amigo foi internado no hospital onde a enfermeira Matilde fazia todos os doentes suspirarem, tanto os que gostavam de bunda, quando os que gostavam de peitos, quanto os que se contentavam com o priquito mesmo, pois a mulher, embora feia de cara, era ótima no resto.
Matilde, ao perceber o volume no entrepernas do rapaz, fez de tudo para cuidar dele, e como mulher engana até o cão, conseguiu, e era um chamego pra cá, um chamego pra lá. Uns três banhos por dia, mas embora tão avantajada, a mulher gostava mesmo era de encher a boca, e como o grande Chico Rola, deveria, pelo menos, fingir uma enfermidade, foi vivendo de mingal de aveia e boquete, tanto que emagreceu um pouco, mas eis que surge na história o Reginaldo, corno perigoso, que era um dos vigias do hospital e que começou a desconfiar, de modo que, embora a vida do nosso herói imortal não corresse perigo, a sua enorme rola corria, pois o vigia já tinha sido açougueiro.
Certo dia, quando os dois estavam no bem bom o vigia apareceu atrás da porta em que a sua voluptuosa esposa “cuidava” do doente e exigiu que ela abrisse a porta, ela, calmamente, desconversou, e para amansar a fera começou a cantar a música dos dois: “Oceano”, e salvou a pele, ou melhor, a pica, do nosso herói.
E o que isso tem demais, o decepcionado leitor perguntaria? E eu, reles escriba dessa história respondo, pois o espantoso do caso foi que, enquanto o velho-novo Chico quase tinha uma diarréia nervosa, a mulher chupava sua enorme rola e cantava, ao mesmo tempo, eis o prodígio, e não apenas “Oceano”, mas meia dúzia das canções do Djavan, pois devido ao medo o nosso infeliz afortunado não gozava e a Matilde não era mulher de deixar serviço pela metade.
Agora, como ela conseguiu realizar essa façanha, fazer um boquete e cantar ao mesmo tempo? Ora, só uma mulher como a Matilde poderia responder, mas eu posso jurar que é verdade.
sexta-feira, 18 de março de 2011
quarta-feira, 16 de março de 2011
Entrevista com Tião Cara de Pedra, o homem sem papas na língua
- E ai Tião, vamos começar com a fórmula um, quais as chances do Felipe Massa, ele tem possibilidades de ganhar o título?
- Ah, ele tem muita chance de ganhar o que Maria ganhou na feira.
- E o quê foi que Maria ganhou na feira?
- Ah, na feira tem muita coisa. Cenoura, pepino, macaxeira, cará babão...
- Ah, ele tem muita chance de ganhar o que Maria ganhou na feira.
- E o quê foi que Maria ganhou na feira?
- Ah, na feira tem muita coisa. Cenoura, pepino, macaxeira, cará babão...
segunda-feira, 14 de março de 2011
Vitamina de abacate
Que pena
Moacir Scliar morreu e a literatura brasileira ficou menos generosa.
Aposentadoria
Ronaldinho encerrou a carreira depois do vexame da Colômbia, agora poderá se dedicar aos travestis.
Cautela
Parece que Amazonino Mendes não visitará Belém enquanto vida tiver.
O fim
Muammar se fudeu.
Me digam
Afinal de contas a CBF é uma confederação ou é uma quadrilha?
Mistério
Qual bunda ficará famosa nesse carnaval?
Constatação
Político já é ruim, agora político do Distrito Federal é ainda pior.
Torre de marfim
O Papa inocentou o povo judeu da culpa coletiva pelo assassinato de Cristo, mais ainda não se lembrou das vítimas das ditaduras corruptas que apoiou em boa parte da América Latina.
João Paulo II
O antigo Papa vai ser canonizado, mas parece que ele não intercede por quem tenha lido o manifesto do Partido Comunista.
João Paulo Cunha
O canalhinha voltou e não está sozinho.
Constatação II
Oposição brasileira e merda é a mesma coisa.
Moacir Scliar morreu e a literatura brasileira ficou menos generosa.
Aposentadoria
Ronaldinho encerrou a carreira depois do vexame da Colômbia, agora poderá se dedicar aos travestis.
Cautela
Parece que Amazonino Mendes não visitará Belém enquanto vida tiver.
O fim
Muammar se fudeu.
Me digam
Afinal de contas a CBF é uma confederação ou é uma quadrilha?
Mistério
Qual bunda ficará famosa nesse carnaval?
Constatação
Político já é ruim, agora político do Distrito Federal é ainda pior.
Torre de marfim
O Papa inocentou o povo judeu da culpa coletiva pelo assassinato de Cristo, mais ainda não se lembrou das vítimas das ditaduras corruptas que apoiou em boa parte da América Latina.
João Paulo II
O antigo Papa vai ser canonizado, mas parece que ele não intercede por quem tenha lido o manifesto do Partido Comunista.
João Paulo Cunha
O canalhinha voltou e não está sozinho.
Constatação II
Oposição brasileira e merda é a mesma coisa.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Admirável ano novo
Um mistério assola o mundo, o que teria detonado a onda revolucionária nos países de maioria muçulmana no norte da África e no Oriente Médio? Há muitas especulações a respeito. Teria sido a força avassaladora das redes sociais? Não acredito, pois a internet ainda não age sozinha e, tenho certeza, que os jovens sem perspectivas de vida nesses países não têm lá muito acesso a nova panacéia dos comentaristas.
Terá sido apenas atingido o ponto de exaustão das velhas ditaduras corruptas financiadas pelo dinheiro norte-americano? Ou simplesmente tudo não passa de uma conspiração das empresas produtores de petróleo, a PETROBRÁS incluída, para elevar os preços do barril?
Ninguém sabe. Quer dizer, poucas pessoas sabem e não espalham o segredo.
Mas, talvez tudo não passe das maquinações de Osama Bin Laden, ou dos desejos atendidos por algum ifrite despertado de sua prisão secular.
Não sei, só sei que vendo tudo daqui desse belo país de ladrões e palmeiras achei comovente o que se passou no Egito, mesmo com o “ditador” soltando a escumalha das cadeias para atacar a multidão amotinada em praça pública.
Espero agora ardentemente assistir a queda de Kadafi e daquele seu filho, mais arrogante que o diabo. Lembro quando os americanos prenderam Saddan Hussein, que descoberto dentro de um buraco parecia mais um menino assustado, triste fim para o sorridente tirano, que não passava de um canalhinha qualquer.
Espero que Kadafi, um homem que realizou um dos meus sonhos, ser cuidado por enfermeiras ucranianas, tenha mais dignidade e atire uma bala na cabeça ao vivo.
Eu às vezes gostaria de roteirizar a vida. Seria um fim conveniente para o pobre e cruel homem que enlouqueceu.
Todos os ditadores são ridículos.
Qual será o fim de Hugo Chavés? Morrer cagando ou casar com um travesti e se mudar para o morro do Alemão, ganhando a vida como apontador do bicho?
Falando, ou melhor, já que mencionei um travesti, lembrei de Ronaldo Fenômeno, ou, para os mais cruéis, Ronaldinho Perna Podre, que, depois de uma longa agonia, finalmente encerrou a carreira. Poderia ter feito isso antes, teria se poupado de muitos dissabores e poucas alegrias, de qualquer modo a vida esportiva do dentuço camisa nove da seleção brasileira é desde já digna de roteiro de filme roliúdiano, mesclado com polpa de miséria bem brasileira e com o nosso peculiar ódio a ídolos e celebridades, pois, o Brasil é o sertão e como diria nosso maior escritor “se Deus vier, que venha armado” e eu acrescentaria, com a boca suja e tendo o diabo como guarda-costas.
Fim ainda mais melancólico parece que irá ter o outro dentuço, que de novo Pelé virou o novo palhaço do Flamengo, quem sabe se resistirá a mais de um carnaval?
O tempo dirá.
Terá sido apenas atingido o ponto de exaustão das velhas ditaduras corruptas financiadas pelo dinheiro norte-americano? Ou simplesmente tudo não passa de uma conspiração das empresas produtores de petróleo, a PETROBRÁS incluída, para elevar os preços do barril?
Ninguém sabe. Quer dizer, poucas pessoas sabem e não espalham o segredo.
Mas, talvez tudo não passe das maquinações de Osama Bin Laden, ou dos desejos atendidos por algum ifrite despertado de sua prisão secular.
Não sei, só sei que vendo tudo daqui desse belo país de ladrões e palmeiras achei comovente o que se passou no Egito, mesmo com o “ditador” soltando a escumalha das cadeias para atacar a multidão amotinada em praça pública.
Espero agora ardentemente assistir a queda de Kadafi e daquele seu filho, mais arrogante que o diabo. Lembro quando os americanos prenderam Saddan Hussein, que descoberto dentro de um buraco parecia mais um menino assustado, triste fim para o sorridente tirano, que não passava de um canalhinha qualquer.
Espero que Kadafi, um homem que realizou um dos meus sonhos, ser cuidado por enfermeiras ucranianas, tenha mais dignidade e atire uma bala na cabeça ao vivo.
Eu às vezes gostaria de roteirizar a vida. Seria um fim conveniente para o pobre e cruel homem que enlouqueceu.
Todos os ditadores são ridículos.
Qual será o fim de Hugo Chavés? Morrer cagando ou casar com um travesti e se mudar para o morro do Alemão, ganhando a vida como apontador do bicho?
Falando, ou melhor, já que mencionei um travesti, lembrei de Ronaldo Fenômeno, ou, para os mais cruéis, Ronaldinho Perna Podre, que, depois de uma longa agonia, finalmente encerrou a carreira. Poderia ter feito isso antes, teria se poupado de muitos dissabores e poucas alegrias, de qualquer modo a vida esportiva do dentuço camisa nove da seleção brasileira é desde já digna de roteiro de filme roliúdiano, mesclado com polpa de miséria bem brasileira e com o nosso peculiar ódio a ídolos e celebridades, pois, o Brasil é o sertão e como diria nosso maior escritor “se Deus vier, que venha armado” e eu acrescentaria, com a boca suja e tendo o diabo como guarda-costas.
Fim ainda mais melancólico parece que irá ter o outro dentuço, que de novo Pelé virou o novo palhaço do Flamengo, quem sabe se resistirá a mais de um carnaval?
O tempo dirá.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Anúncios/classificados/patrocínios/apoios
Aviso
Se você é daqueles que se irrita com as filas preferenciais para idosos, não esqueça que eles também estão na fila preferencial da morte.
Biu Puta Preta
Se você é daqueles que se irrita com as filas preferenciais para idosos, não esqueça que eles também estão na fila preferencial da morte.
Biu Puta Preta
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
As incríveis e espantosas aventuras de Zé Priquito e Chico Rola I
Prólogo ou “Das explicações necessárias”
Prezados feladores, arrombadores de bocetas e comedores dos furicos alheios, é a vós que eu me dirijo. A vós que nunca adiais uma mulher para o dia seguinte. Sorvedores de bons vinhos e de péssima aguardente, bebedores de cerveja; grandes comedores ou reles punheteiros, é a vós que eu me dirijo para narrar às espantosas, incríveis, singulares, extraordinárias e assombrosas histórias de Zé Priquito e Chico Rola.
A saga dos heróis dessa história começa muito antes da guerra de Tróia, embora também tenha sido causada por um priquito, pois tudo teve início quando um dos herdeiros do império Gupta e o seu fiel escudeiro foram amaldiçoados pelo sacerdote Chandragupta depois que o malvado descobriu uma armação do príncipe para facilitar a entrada do amigo no quarto da filha do todo-poderoso do império.
Possesso ao ver sua filha descabaçada o sacerdote não caiu na lábia nem do casal, nem do seu protetor, o príncipe, cujo nome se perdeu na bruma do tempo, e lançou à maldição, sua própria filha morreria naquele instante e ao reencarnar morreria sempre que fodesse pela primeira vez, enquanto os “dois infames” viveriam eternamente condenados a vagar pelo mundo sem eira, nem beira, nem riqueza nenhuma, a sobreviver de estradeirices ou da caridade alheia.
O sacerdote era poderoso, mas mais poderosos são os poderes do bem, pois expulsos de Pataliputra, os bons amigos procuraram “Obinas”, o iluminado sábio que vivia em Lhassa, no Tibet, que desfez em parte o feitiço de Chandragupta, permitindo que a ex-moça não morresse sempre que conhecesse varão e ainda conseguiu, utilizando seus poderes, permitir que o encanto fosse quebrado, se em algum momento, a xiranha da filha do sacerdote encontrasse o cacete do melhor amigo do príncipe. No momento em que isso acontecesse o tempo não seria nada e os três voltariam conscientes para Pataliputra, uma hora antes da quase fatal descoberta de Chandragupta.
O problema era encontrar a xoxota perdida, a urna encantada onde estava depositada a sorte e a fortuna dos três jovens, mas o quê fazer? Lutar.
E assim se iniciaram as aventuras dos amigos condenados a foder todas as mulheres do mundo para encontrarem a solução dos seus problemas, o amigo do príncipe, por amor, e o príncipe por safadeza mesmo, que desde pequeno o herdeiro do trono de Pataliputra era muito safado, e deste modo insólito os amigos vagaram pelo mundo a procura da boceta panacéia.
Sempre com a mesma idade e vigor viveram na corte do Rei Arthur; nos domínios de Kan Kan Musa; foram soldados de Saladino; enfrentaram o exército mongol e foderam gregas e troianas, lisboetas e madrilhenhas, etíopes, turcas e chinesas. Correram o mundo muitas vezes e foram conhecidos por muitos nomes, mas foi ao desembarcar na boa Terra de Santa Cruz, que o vulgo chama Brasil, que ganharam o apelido de Zé Priquito e Chico Rola. O príncipe foi chamado de Zé Priquito pelos naturais do lugar por gostar mais da fruta do que sebo e pentelho e o seu dileto amigo, de Chico Rola, por ser membrudo.
O que vai a seguir é um pequeno relato de algumas das estupendas aventuras vividas pelos amigos inseparáveis a procura da supracitada boceta panacéia, aquela capaz, se não de por fim a todos os males do mundo, pelo menos devolver a um deles a felicidade completa, que só é alcançada quando se encontra o amor mais puro e ao outro a riqueza e a realeza, na posse da qual, como todo o homem sabe, é muito mais fácil foder.
Prezados feladores, arrombadores de bocetas e comedores dos furicos alheios, é a vós que eu me dirijo. A vós que nunca adiais uma mulher para o dia seguinte. Sorvedores de bons vinhos e de péssima aguardente, bebedores de cerveja; grandes comedores ou reles punheteiros, é a vós que eu me dirijo para narrar às espantosas, incríveis, singulares, extraordinárias e assombrosas histórias de Zé Priquito e Chico Rola.
A saga dos heróis dessa história começa muito antes da guerra de Tróia, embora também tenha sido causada por um priquito, pois tudo teve início quando um dos herdeiros do império Gupta e o seu fiel escudeiro foram amaldiçoados pelo sacerdote Chandragupta depois que o malvado descobriu uma armação do príncipe para facilitar a entrada do amigo no quarto da filha do todo-poderoso do império.
Possesso ao ver sua filha descabaçada o sacerdote não caiu na lábia nem do casal, nem do seu protetor, o príncipe, cujo nome se perdeu na bruma do tempo, e lançou à maldição, sua própria filha morreria naquele instante e ao reencarnar morreria sempre que fodesse pela primeira vez, enquanto os “dois infames” viveriam eternamente condenados a vagar pelo mundo sem eira, nem beira, nem riqueza nenhuma, a sobreviver de estradeirices ou da caridade alheia.
O sacerdote era poderoso, mas mais poderosos são os poderes do bem, pois expulsos de Pataliputra, os bons amigos procuraram “Obinas”, o iluminado sábio que vivia em Lhassa, no Tibet, que desfez em parte o feitiço de Chandragupta, permitindo que a ex-moça não morresse sempre que conhecesse varão e ainda conseguiu, utilizando seus poderes, permitir que o encanto fosse quebrado, se em algum momento, a xiranha da filha do sacerdote encontrasse o cacete do melhor amigo do príncipe. No momento em que isso acontecesse o tempo não seria nada e os três voltariam conscientes para Pataliputra, uma hora antes da quase fatal descoberta de Chandragupta.
O problema era encontrar a xoxota perdida, a urna encantada onde estava depositada a sorte e a fortuna dos três jovens, mas o quê fazer? Lutar.
E assim se iniciaram as aventuras dos amigos condenados a foder todas as mulheres do mundo para encontrarem a solução dos seus problemas, o amigo do príncipe, por amor, e o príncipe por safadeza mesmo, que desde pequeno o herdeiro do trono de Pataliputra era muito safado, e deste modo insólito os amigos vagaram pelo mundo a procura da boceta panacéia.
Sempre com a mesma idade e vigor viveram na corte do Rei Arthur; nos domínios de Kan Kan Musa; foram soldados de Saladino; enfrentaram o exército mongol e foderam gregas e troianas, lisboetas e madrilhenhas, etíopes, turcas e chinesas. Correram o mundo muitas vezes e foram conhecidos por muitos nomes, mas foi ao desembarcar na boa Terra de Santa Cruz, que o vulgo chama Brasil, que ganharam o apelido de Zé Priquito e Chico Rola. O príncipe foi chamado de Zé Priquito pelos naturais do lugar por gostar mais da fruta do que sebo e pentelho e o seu dileto amigo, de Chico Rola, por ser membrudo.
O que vai a seguir é um pequeno relato de algumas das estupendas aventuras vividas pelos amigos inseparáveis a procura da supracitada boceta panacéia, aquela capaz, se não de por fim a todos os males do mundo, pelo menos devolver a um deles a felicidade completa, que só é alcançada quando se encontra o amor mais puro e ao outro a riqueza e a realeza, na posse da qual, como todo o homem sabe, é muito mais fácil foder.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Entrevista com José de Alencar
V.Sa se considera o maior escritor do Brasil?
- Sempre fui e ainda sou um peão na literatura, como em tudo o mais; não tenho brasões.
Qual é o seu público?
- O pequeno grupo daqueles que não carecem do hissope para serem católicos, nem do avental para servirem a causa da liberdade e da civilização.
Qual a sua opinião sobre a maçonaria?
- Uma puerilidade de homens barbados.
Como o V.Sa caracteriza o governo?
- O mago que muitas vezes faz da mentira a verdade.
Qual o grande mal do nosso império?
- Os ministros constitucionais, que a todo instante invocam o pretexto da necessidade pública e do bem geral para calcar a lei, a justiça, a moral. Outrora derramava-se mais sangue; nos tempos modernos corre mais o dinheiro; no fundo a tática é a mesma.
Quem são os heróis?
Os grandes criminosos da história.
Qual sua opinião acerca da questão servil?
- Nem nos meus discursos, nem nos meus escritos aplaudi a escravidão; respeitando-a, como lei do país, manifestei-me sempre em favor de sua extinção espontânea e natural, que devia resultar da revolução dos costumes, por mim assinalada.
A escravidão é um fato de que todos nós brasileiros assumimos a responsabilidade, pois somos cúmplices nele como cidadãos do Império.
Quem são os grandes inimigos do Brasil?
Certos escritores empenhados em desnacionalizar seu país, e para os quais a pátria não é senão o Estado com seus parlamentos, seus códigos e outros acessórios.
O quê representa o Brasil?
(Risonho)
- O caju tem mais de brasileiro do que o café e o fumo, que ornam o nosso escudo nacional.
Diga-nos alguma palavra sobre o futuro do Brasil?
- O futuro deste grande Império há de ser feito por uma civilização generosa, não pelo acinte e a inveja.
O quê nos diz sobre os seus críticos?
- Ora, sou acusado de barbarizar a nossa literatura, tornando-a tupi e selvagem, separando-a do mundo civilizado pela linha negra da escravidão; criando um teatro como nunca existiu; ora, não tenho a menor originalidade, e sou apenas o tradutor dos livros europeus.
V.Sa travou uma polêmica com o Sr. Joaquim Nabuco, qual sua opinião a respeito dele?
(Irônico)
- É uma felicidade para o mundo que até agora não tivesse muitos Joaquins Nabucos. Todo o esforço da natureza em seis mil anos não conseguiu produzir senão um modelo único. Deus amerceou-se de nós, pois do contrário; Homero, Ésquilo, Virgílio, Dante, Shakespeare, Goethe, todos os grandes poetas seriam impossíveis.
V.Sa poderia traçar um paralelo entre a literatura e o jornalismo?
- Não se lê muito entre nós; mas a opinião do jornalismo é acatada.
Para V.Sa o quê é o teatro?
- O teatro não é uma iluminação, uma fantasmagoria, ou uma destas festas venezianas de fogos de artifício e surpresas deslumbrantes. Aí os principais espectadores são o espírito e o coração; e não os olhos e os ouvidos.
O quê é a poesia?
- A poesia, como todas as coisas divinas, não se define; uma palavra a exprime, porém mil não bastam para explicá-la.
E a simplicidade?
- De há muito tempo que se usa dizer que uma mulher é simpática, para não dizer que é feia; que uma coisa é singela, para não dizer que é monótona; que um escritor é simples para não dizer que é árido.
O quê colocaria no seu epitáfio?
- Exerci meu direito, e usei da liberdade para mim muito preciosa de dizer a verdade aos reis, como aos povos.
- Sempre fui e ainda sou um peão na literatura, como em tudo o mais; não tenho brasões.
Qual é o seu público?
- O pequeno grupo daqueles que não carecem do hissope para serem católicos, nem do avental para servirem a causa da liberdade e da civilização.
Qual a sua opinião sobre a maçonaria?
- Uma puerilidade de homens barbados.
Como o V.Sa caracteriza o governo?
- O mago que muitas vezes faz da mentira a verdade.
Qual o grande mal do nosso império?
- Os ministros constitucionais, que a todo instante invocam o pretexto da necessidade pública e do bem geral para calcar a lei, a justiça, a moral. Outrora derramava-se mais sangue; nos tempos modernos corre mais o dinheiro; no fundo a tática é a mesma.
Quem são os heróis?
Os grandes criminosos da história.
Qual sua opinião acerca da questão servil?
- Nem nos meus discursos, nem nos meus escritos aplaudi a escravidão; respeitando-a, como lei do país, manifestei-me sempre em favor de sua extinção espontânea e natural, que devia resultar da revolução dos costumes, por mim assinalada.
A escravidão é um fato de que todos nós brasileiros assumimos a responsabilidade, pois somos cúmplices nele como cidadãos do Império.
Quem são os grandes inimigos do Brasil?
Certos escritores empenhados em desnacionalizar seu país, e para os quais a pátria não é senão o Estado com seus parlamentos, seus códigos e outros acessórios.
O quê representa o Brasil?
(Risonho)
- O caju tem mais de brasileiro do que o café e o fumo, que ornam o nosso escudo nacional.
Diga-nos alguma palavra sobre o futuro do Brasil?
- O futuro deste grande Império há de ser feito por uma civilização generosa, não pelo acinte e a inveja.
O quê nos diz sobre os seus críticos?
- Ora, sou acusado de barbarizar a nossa literatura, tornando-a tupi e selvagem, separando-a do mundo civilizado pela linha negra da escravidão; criando um teatro como nunca existiu; ora, não tenho a menor originalidade, e sou apenas o tradutor dos livros europeus.
V.Sa travou uma polêmica com o Sr. Joaquim Nabuco, qual sua opinião a respeito dele?
(Irônico)
- É uma felicidade para o mundo que até agora não tivesse muitos Joaquins Nabucos. Todo o esforço da natureza em seis mil anos não conseguiu produzir senão um modelo único. Deus amerceou-se de nós, pois do contrário; Homero, Ésquilo, Virgílio, Dante, Shakespeare, Goethe, todos os grandes poetas seriam impossíveis.
V.Sa poderia traçar um paralelo entre a literatura e o jornalismo?
- Não se lê muito entre nós; mas a opinião do jornalismo é acatada.
Para V.Sa o quê é o teatro?
- O teatro não é uma iluminação, uma fantasmagoria, ou uma destas festas venezianas de fogos de artifício e surpresas deslumbrantes. Aí os principais espectadores são o espírito e o coração; e não os olhos e os ouvidos.
O quê é a poesia?
- A poesia, como todas as coisas divinas, não se define; uma palavra a exprime, porém mil não bastam para explicá-la.
E a simplicidade?
- De há muito tempo que se usa dizer que uma mulher é simpática, para não dizer que é feia; que uma coisa é singela, para não dizer que é monótona; que um escritor é simples para não dizer que é árido.
O quê colocaria no seu epitáfio?
- Exerci meu direito, e usei da liberdade para mim muito preciosa de dizer a verdade aos reis, como aos povos.
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