“Aí tem um bando de corno
Agora chegou uma bicha
Pra que que eu quero esse gordo
Enfia no cu Corinthians”.
Foi assim que a torcida do time do coração de Ronaldo Nazário de Lima, mais conhecido como “o fenômeno”, pelos fãs, ou “Ronaldo bola”, para os gozadores e ainda “Ronaldinho perna-podre” para os mais cruéis recebeu o atacante do Corinthians no palco que seguramente o menino pobre sonhou em brilhar, ou seja, no sexagenário e mítico estádio do Maracanã, um dos templos maiores da sociedade brasileira, mas esse carioca de quem falo nunca deu certo no Rio, e, outra vez, nada deu certo pra ele.
No jogo seguinte, que decidiria a sorte da sua equipe, o Corinthians, na copa “Libertadores da América”, fez um gol, mas o tal gol não foi suficiente e foi sobre as largas costas deles que recaiu toda a responsabilidade da derrota, não só de um time, mas de uma torcida apaixonada.
No dia seguinte lá estava ele pra se explicar, pois “de quem muito se confia, muito se exige”, porém chamado as falas por um repórter que embora sem utilizar essa palavra, o acusou de irresponsável, o jovem velho Ronaldo desabafou: “eu tenho trinta e três anos, nove cirurgias, sinto dores no corpo, fui um dos jogadores que mais treinei esse ano e ainda tenho que responder essa tua pergunta sobre comprometimento”.
Com a voz embargada nem de longe o jogador parecia o bom vivã que circulava com desenvoltura em boates de Madrid, Milão, Rio e São Paulo; nem parecia o homem providencial de alma lavada, que depois de amarelar na copa do mundo de 98 e se machucar terrivelmente por duas vezes seguidas foi um dos grandes responsáveis pela conquista do pentacampeonato mundial. Também não parecia o gordinho pretensioso que encerrou a careira na seleção brasileira levando um humilhante “banho” de Zinedine Zidane na copa da Alemanha em 2006 e muito menos o patético menino jurando que é homem e que confundiu três travestis com três prostitutas.
Na quinta-feira, depois da eliminação do Corinthians, confessando suas fraquezas e suas virtudes em público o jovem velho Ronaldo Nazário de Lima parecia comigo, com você, com qualquer um e é por isso, sim seu Ronaldo, é por isso que embora você não me conheça eu estou com você, o povo está com você e é o que importa.
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sexta-feira, 21 de maio de 2010
quarta-feira, 25 de março de 2009
A furicagem ou à noite em que Ronaldinho se lascou com os travestis
Em abril de dois mil e oito
Na barra da Tijuca
Ronaldinho, o fenômeno
Foi pego na maior muvuca
Logo com três travestis
E para se justificar
Disse que pensou que eram três putas.
Não foi pego no flagra
Assim com a mão na massa
Com a boca na botija
Enfiando o pé na jaca
Afogando o ganso
Molhando o biscoito
Mas também, era só o quê faltava.
Ele disse que não sabia de nada
E quando soube quis voltar pra casa
Uma delas não aceitou
A grande quantia que ele dava
Exigiu mais
Senão fazia um escândalo
E ele era quem se lascava.
Ele não aceitou pagar uma quantia
Assim tão elevada
Então Andréia
Chamou a PM que logo chegava
E assim todos acabaram na delegacia
Mas o delegado era flamenguista
E camarada.
Antes de qualquer coisa
Foi logo acusando a boneca
Que não se sabe como saiu voada
Por ser tão levada da breca
Mas ai o circo já estava armado
E o Ronaldinho só dizia pra si
Mas que MERDA.
Na casa da sua noiva
A televisão estava ligada
E ela não gostou quando viu
O Ronaldo com aquela cara desconfiada
De quem comeu e não gostou
Ou de quem foi comido
Mas jura que não gozou.
A versão de Andréia foi um pouco diferente
Disse que ele encarcou duas
E mandou comprar farinha “de mandioca”
Elas foram, mas não voltaram da rua
E ele irritado
Quis lhe passar um xexo
Não lhe dano porra nenhuma.
Merda feita
Merda contada até na Espanha
Ronaldinho virou chacota
A noiva dele fez greve de bussanha
Ele não sabia o que fazer da vida
Além de tudo faltava músculo
Sobrava banha.
Mas sempre há uma luz no fim do túnel
Ele se explicou no Fantástico
Contou do seu engano
Ele um astro
O fenômeno
O nazário
Não queria montar o quarteto fantástico.
Nem mesmo o quadrado mágico
Queria só comemorar
A vitória do urubu
E ao se empolgar
Confundiu
Galinha com tamanduá
Valia a pena perdoar.
No final de tudo
Andréia virou a boneca das estrelas
Carla e Veyda continuaram na rua
Levando madeira
A noiva dele perdoou o deslize.
Ele então viajou de iate
Sob as bênçãos do delegado Pereira.
Voltando fugiu das câmeras
E no fim do ano
Buscou refúgio entre os gaviões
Não quis saber mais do urubu
Anda assustado
Irritadiço
Com qualquer história de cu.
Está agora em São Paulo
A terra da garoa
Não joga com o Richarlissom
E parece que vai casar com a patroa
Emagrecer
Tratar da miopia
E ficar numa boa.
Ronaldinho meu compadre
Dessa história fica a lição
Ouça bem e não discuta
Meu amigo, meu irmão
Não confunda nunca
Uma trinca de boceta
Com uma ruma de culhão.
Na barra da Tijuca
Ronaldinho, o fenômeno
Foi pego na maior muvuca
Logo com três travestis
E para se justificar
Disse que pensou que eram três putas.
Não foi pego no flagra
Assim com a mão na massa
Com a boca na botija
Enfiando o pé na jaca
Afogando o ganso
Molhando o biscoito
Mas também, era só o quê faltava.
Ele disse que não sabia de nada
E quando soube quis voltar pra casa
Uma delas não aceitou
A grande quantia que ele dava
Exigiu mais
Senão fazia um escândalo
E ele era quem se lascava.
Ele não aceitou pagar uma quantia
Assim tão elevada
Então Andréia
Chamou a PM que logo chegava
E assim todos acabaram na delegacia
Mas o delegado era flamenguista
E camarada.
Antes de qualquer coisa
Foi logo acusando a boneca
Que não se sabe como saiu voada
Por ser tão levada da breca
Mas ai o circo já estava armado
E o Ronaldinho só dizia pra si
Mas que MERDA.
Na casa da sua noiva
A televisão estava ligada
E ela não gostou quando viu
O Ronaldo com aquela cara desconfiada
De quem comeu e não gostou
Ou de quem foi comido
Mas jura que não gozou.
A versão de Andréia foi um pouco diferente
Disse que ele encarcou duas
E mandou comprar farinha “de mandioca”
Elas foram, mas não voltaram da rua
E ele irritado
Quis lhe passar um xexo
Não lhe dano porra nenhuma.
Merda feita
Merda contada até na Espanha
Ronaldinho virou chacota
A noiva dele fez greve de bussanha
Ele não sabia o que fazer da vida
Além de tudo faltava músculo
Sobrava banha.
Mas sempre há uma luz no fim do túnel
Ele se explicou no Fantástico
Contou do seu engano
Ele um astro
O fenômeno
O nazário
Não queria montar o quarteto fantástico.
Nem mesmo o quadrado mágico
Queria só comemorar
A vitória do urubu
E ao se empolgar
Confundiu
Galinha com tamanduá
Valia a pena perdoar.
No final de tudo
Andréia virou a boneca das estrelas
Carla e Veyda continuaram na rua
Levando madeira
A noiva dele perdoou o deslize.
Ele então viajou de iate
Sob as bênçãos do delegado Pereira.
Voltando fugiu das câmeras
E no fim do ano
Buscou refúgio entre os gaviões
Não quis saber mais do urubu
Anda assustado
Irritadiço
Com qualquer história de cu.
Está agora em São Paulo
A terra da garoa
Não joga com o Richarlissom
E parece que vai casar com a patroa
Emagrecer
Tratar da miopia
E ficar numa boa.
Ronaldinho meu compadre
Dessa história fica a lição
Ouça bem e não discuta
Meu amigo, meu irmão
Não confunda nunca
Uma trinca de boceta
Com uma ruma de culhão.
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