Agências de acompanhantes “Ronaldos”
- Mulheres com algo mais.
Confira e não se decepcione.
Pois,
Quem procura, acha...
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Marx, Maquiavel e Zé Limeira
Abaixo seguem transcritos os ensinamentos do grande filósofo, prestidigitador e charadista Biu Puta Preta em seu peculiar e saboroso estilo. Leiam e se instruam com as palavras do novo Sócrates.
I
Foi num dia de feira que Deus criou o mundo e criou porque não tinha nada para fazer. Comeu um mocotó e depois ficou jiboiando e resolveu fazer o mundo e fez em seis dias, por isso que a mão da gente tem cinco dedos, para saber que a gente não pode ser mais que Deus.
O Brasil foi logo depois que Caim matou Abel, eu tenho pra mim que aquele vagabundo foi se esconder aqui. Ainda deve viver por aí que vaso ruim não quebra. Não duvido nada que more em Copacabana e passe a vida fumando maconha e assistindo jogo do Flamengo, talvez seja até filho de um juiz. Rosana Bin Laden não vive em Bayeux com uma rapariga, ele já foi visto várias vezes perto do Chifre de Ouro.
Sei não esse mundo é velho demais. Ninguém se lembra do dilúvio. Eu por mim não quero mais nada, tô aqui bebendo café na minha cadeira de balanço. Café é invenção do diabo e cadeira de balanço é coisa de velho mais eu gosto, depois eu sou velho mesmo e não tenho vergonha da minha idade, afinal de contas esticar o couro não engana a morte e falando em esticar o couro, as moças que não são mais moça e moça mesmo não existem mais, passam por aqui quase nuas. Às vezes eu tenho vontade de mostrar o meu pau a elas, mas o quê que eu ia dizer a patroa? Meu pau ainda levanta mais só quando quer. É coisa rara, fazer o quê? Tomar café e assistir o Fantástico. Uma vez eu tive uma mulher que eu comi e ela gozou tanto, mais tanto que ela parecia que tava tendo uma convulsão como aquela que o Ronaldinho teve na copa de 98, antes de engordar e dá pra comer viado. Mas isso faz muito tempo. Isso é do tempo que o diabo era menino, lá em Recife. O diabo nasceu em Recife, assim mesmo fedendo a bosta. Sentou praça na polícia. Chegou a servir até no Quebra-quilo, foi ele que deu a idéia do colete de couro ao Longuinho, colega dele. Depois é que ele foi pro inferno, que fica depois da Conchinchina lá no oco do mundo.
Lembro disso porque depois da guerra lá de Hitler eu passei um tempo naquele mei de mundo lá. De Hitler até hoje se fala muito, eu, porém, tenho pra mim que ele foi um bosta. Primeiro porque deu um tiro na cabeça, depois porque se fosse inteligente mesmo tinha ganhado a guerra, mas levou fumo dos russos de um lado e dos americano de outro, além de não ter nem invadido a Inglaterra, eu se fosse ele tinha acabado aquela bosta em uma semana e me disse um alemão lá da Bavária, Baviera, Boemia, sei lá, um lugar com b, que Hitler só gozava se a mulher enfiasse o dedo no cu dele. Escolheu pra casar uma mulher que tinha um dedo de vinte centímetros. Isso é maior que meu pau duro. Agora me diga, como é que se pode respeitar um homem desse? Os alemão sabe de tudo e é por isso que não falam mais nele. Afinal um povo daquele, que criou a Wolksvagem, a Mercedes Bens, ter um presidente que só goza com um dedo enfiado no furico. É humilhação demais. Lá eles dizem até que nem alemão Hitler era, dizem que era australiano e por isso fez tanta cagada, mais eu tenho pra mim que ele deve ser argentino, só pode, argentino ou uruguaio.
De argentino eu só respeito mesmo Carlos Gardel, porque coisa bonita é o tango, bonita demais. Tanto a dança quanto a música, embora digam que ele aprendeu a compor com um baiano velho que comia uma tia dele. Mais o povo fala demais e ele eu respeito. É um compositor do caralho, mas agora ninguém faz mais tango na Argentina, é uma pena. E o povo todo só vê aquele menino Maradona, que ficou famoso por fazer gol de mão. Gol de mão por gol de mão, o grande Túlio Maravilha faz até hoje, mesmo gordo e com quarenta ano.
I
Foi num dia de feira que Deus criou o mundo e criou porque não tinha nada para fazer. Comeu um mocotó e depois ficou jiboiando e resolveu fazer o mundo e fez em seis dias, por isso que a mão da gente tem cinco dedos, para saber que a gente não pode ser mais que Deus.
O Brasil foi logo depois que Caim matou Abel, eu tenho pra mim que aquele vagabundo foi se esconder aqui. Ainda deve viver por aí que vaso ruim não quebra. Não duvido nada que more em Copacabana e passe a vida fumando maconha e assistindo jogo do Flamengo, talvez seja até filho de um juiz. Rosana Bin Laden não vive em Bayeux com uma rapariga, ele já foi visto várias vezes perto do Chifre de Ouro.
Sei não esse mundo é velho demais. Ninguém se lembra do dilúvio. Eu por mim não quero mais nada, tô aqui bebendo café na minha cadeira de balanço. Café é invenção do diabo e cadeira de balanço é coisa de velho mais eu gosto, depois eu sou velho mesmo e não tenho vergonha da minha idade, afinal de contas esticar o couro não engana a morte e falando em esticar o couro, as moças que não são mais moça e moça mesmo não existem mais, passam por aqui quase nuas. Às vezes eu tenho vontade de mostrar o meu pau a elas, mas o quê que eu ia dizer a patroa? Meu pau ainda levanta mais só quando quer. É coisa rara, fazer o quê? Tomar café e assistir o Fantástico. Uma vez eu tive uma mulher que eu comi e ela gozou tanto, mais tanto que ela parecia que tava tendo uma convulsão como aquela que o Ronaldinho teve na copa de 98, antes de engordar e dá pra comer viado. Mas isso faz muito tempo. Isso é do tempo que o diabo era menino, lá em Recife. O diabo nasceu em Recife, assim mesmo fedendo a bosta. Sentou praça na polícia. Chegou a servir até no Quebra-quilo, foi ele que deu a idéia do colete de couro ao Longuinho, colega dele. Depois é que ele foi pro inferno, que fica depois da Conchinchina lá no oco do mundo.
Lembro disso porque depois da guerra lá de Hitler eu passei um tempo naquele mei de mundo lá. De Hitler até hoje se fala muito, eu, porém, tenho pra mim que ele foi um bosta. Primeiro porque deu um tiro na cabeça, depois porque se fosse inteligente mesmo tinha ganhado a guerra, mas levou fumo dos russos de um lado e dos americano de outro, além de não ter nem invadido a Inglaterra, eu se fosse ele tinha acabado aquela bosta em uma semana e me disse um alemão lá da Bavária, Baviera, Boemia, sei lá, um lugar com b, que Hitler só gozava se a mulher enfiasse o dedo no cu dele. Escolheu pra casar uma mulher que tinha um dedo de vinte centímetros. Isso é maior que meu pau duro. Agora me diga, como é que se pode respeitar um homem desse? Os alemão sabe de tudo e é por isso que não falam mais nele. Afinal um povo daquele, que criou a Wolksvagem, a Mercedes Bens, ter um presidente que só goza com um dedo enfiado no furico. É humilhação demais. Lá eles dizem até que nem alemão Hitler era, dizem que era australiano e por isso fez tanta cagada, mais eu tenho pra mim que ele deve ser argentino, só pode, argentino ou uruguaio.
De argentino eu só respeito mesmo Carlos Gardel, porque coisa bonita é o tango, bonita demais. Tanto a dança quanto a música, embora digam que ele aprendeu a compor com um baiano velho que comia uma tia dele. Mais o povo fala demais e ele eu respeito. É um compositor do caralho, mas agora ninguém faz mais tango na Argentina, é uma pena. E o povo todo só vê aquele menino Maradona, que ficou famoso por fazer gol de mão. Gol de mão por gol de mão, o grande Túlio Maravilha faz até hoje, mesmo gordo e com quarenta ano.
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
A ilha que todos querem esquecer ou carta aberta a todos os homens de boa vontade
Hoje não há alegria, apenas silêncio em toda a cidade dos príncipes que em 12 de janeiro pareceu afundar em um apocalipse de dor e poeira. Em cada casa uma sepultura e em cada rosto uma urgência imprescindível.
A tragédia mostrou sua face no pequeno país que é a imagem mais cabal do abandono e do medo.
A vida no Haiti é precária, por isso foi sempre imperioso vivê-la com a maior intensidade possível, por que ela tende a ser curta e dolorosa, porém mesmo a um povo acostumado a tragédia, a calamidade que mostrou sua face escarninha de hiena quando a terra tremeu na terça-feira passada, foi tão intensa que fez com que as palavras perdessem a faculdade de comunicar.
Nunca o silêncio foi tão eloqüente. Pois, já não se ouviam nem gritos, mas apenas a lágrima salgada que corria pelas faces negras de um povo que como zumbis caminhava e ainda caminha sem rumo e sem esperança, buscando o alimento do dia para apenas sobreviver como uma fera qualquer.
Porém o sussurro, não é mais que isso, o sussurro dos emparedados é um pedido de compaixão que desperta a humanidade de muitos desses homens e mulheres brutalizados pela miséria e pela dor.
Urge enterrar os mortos. Urge livrar os emparedados das suas tumbas de cimento. Urge refazer a cidade. Mas para que? Pois os deuses todos morreram, já não escutam as batidas do tambor e nada aplaca a fúria dos ventos, o mal-estar da terra e a ganância dos homens.
Assim, é preciso reinventar o mundo e a humanidade nas tuas favelas onde os homens são irmãos dos porcos, no palácio presidencial onde o próprio primeiro mandatário é apenas mais um pedinte a esmolar piedade e compaixão ao resto do mundo.
Sim, é preciso reinventar o mundo como fizeram os escravos que deram origem ao país e que foram os primeiros a derrotar as tropas do corso, é preciso criar um futuro para as crianças que vagam sozinhas e famintas sem entender como os seus pais sumiram e que, em pouco tempo, antes de sentirem a vida vão entender a dolorosa certeza da morte.
E aos que viram o rosto para as imagens de morte, ou de vida renitente, que brota do concreto como aqueles impossíveis brotos de plantas delicadas que de alguma forma quebram as calçadas e crescem. Para aqueles que não suportam a verdade que os informantes do inferno nos enviam por satélite, com alguma abjeta vaidade, resta dizer que a verdade é que a vida é frágil como uma criança que acaba de nascer e que quando tudo escurece talvez a única coisa que sirva de conforto seja a lembrança do bem, feito sem esperar nada em troca, a felicidade de se sentir apenas mais uma gota de chuva nessa agitação tão fugaz e insensata que é a vida. A certeza de ter feito a sua parte, mesmo que ínfima, de ter combatido o bom combate.
A tragédia mostrou sua face no pequeno país que é a imagem mais cabal do abandono e do medo.
A vida no Haiti é precária, por isso foi sempre imperioso vivê-la com a maior intensidade possível, por que ela tende a ser curta e dolorosa, porém mesmo a um povo acostumado a tragédia, a calamidade que mostrou sua face escarninha de hiena quando a terra tremeu na terça-feira passada, foi tão intensa que fez com que as palavras perdessem a faculdade de comunicar.
Nunca o silêncio foi tão eloqüente. Pois, já não se ouviam nem gritos, mas apenas a lágrima salgada que corria pelas faces negras de um povo que como zumbis caminhava e ainda caminha sem rumo e sem esperança, buscando o alimento do dia para apenas sobreviver como uma fera qualquer.
Porém o sussurro, não é mais que isso, o sussurro dos emparedados é um pedido de compaixão que desperta a humanidade de muitos desses homens e mulheres brutalizados pela miséria e pela dor.
Urge enterrar os mortos. Urge livrar os emparedados das suas tumbas de cimento. Urge refazer a cidade. Mas para que? Pois os deuses todos morreram, já não escutam as batidas do tambor e nada aplaca a fúria dos ventos, o mal-estar da terra e a ganância dos homens.
Assim, é preciso reinventar o mundo e a humanidade nas tuas favelas onde os homens são irmãos dos porcos, no palácio presidencial onde o próprio primeiro mandatário é apenas mais um pedinte a esmolar piedade e compaixão ao resto do mundo.
Sim, é preciso reinventar o mundo como fizeram os escravos que deram origem ao país e que foram os primeiros a derrotar as tropas do corso, é preciso criar um futuro para as crianças que vagam sozinhas e famintas sem entender como os seus pais sumiram e que, em pouco tempo, antes de sentirem a vida vão entender a dolorosa certeza da morte.
E aos que viram o rosto para as imagens de morte, ou de vida renitente, que brota do concreto como aqueles impossíveis brotos de plantas delicadas que de alguma forma quebram as calçadas e crescem. Para aqueles que não suportam a verdade que os informantes do inferno nos enviam por satélite, com alguma abjeta vaidade, resta dizer que a verdade é que a vida é frágil como uma criança que acaba de nascer e que quando tudo escurece talvez a única coisa que sirva de conforto seja a lembrança do bem, feito sem esperar nada em troca, a felicidade de se sentir apenas mais uma gota de chuva nessa agitação tão fugaz e insensata que é a vida. A certeza de ter feito a sua parte, mesmo que ínfima, de ter combatido o bom combate.
sábado, 16 de janeiro de 2010
Baião de dois
Confusão 1
Onde é que fica Dacar mesmo?
Confusão 2
O Haiti não é aqui
A média é boa
Começaram os campeonatos estaduais, uma singular mistura de sub-20 e quase-40.
Mais do mesmo
A gangue do Arruda continua assombrando o Distrito Federal.
Haiti urgente
Para ajudar o Haiti serve até reza de ateu e promessa de pastor.
Com todo respeito, mas...
O Brasil conta com duas múmias insepultas: Erasmo Carlos, do médio Império egípcio e Oscar Niemayer companheiro de Adão no Paraíso que ficava na baía de Guanabara.
Sinal dos tempos
Faz algum tempo e um terremoto atingiu a terras dos barriga-verdes, agora em 2010 o lar dos papa-jerimuns tremeu, mais um tempo e será o fim das eras.
O silêncio de Chávez
O presidente da Venezuela anda calado, nem mandou ajuda humanitária ao Haiti. Será que o socialismo bolivariano era só mais uma história pra comunista ouvir?
Não esqueçam
O homem do chapelão continua comendo e bebendo as custas do contribuinte brasileiro.
Direitos humanos
Encarcerar esses imundos torturadores também deve ser tarefa do Estado governado pelo homem do isopor na cabeça ou de qualquer outro que tenha compaixão pelo gênero humano.
Onde é que fica Dacar mesmo?
Confusão 2
O Haiti não é aqui
A média é boa
Começaram os campeonatos estaduais, uma singular mistura de sub-20 e quase-40.
Mais do mesmo
A gangue do Arruda continua assombrando o Distrito Federal.
Haiti urgente
Para ajudar o Haiti serve até reza de ateu e promessa de pastor.
Com todo respeito, mas...
O Brasil conta com duas múmias insepultas: Erasmo Carlos, do médio Império egípcio e Oscar Niemayer companheiro de Adão no Paraíso que ficava na baía de Guanabara.
Sinal dos tempos
Faz algum tempo e um terremoto atingiu a terras dos barriga-verdes, agora em 2010 o lar dos papa-jerimuns tremeu, mais um tempo e será o fim das eras.
O silêncio de Chávez
O presidente da Venezuela anda calado, nem mandou ajuda humanitária ao Haiti. Será que o socialismo bolivariano era só mais uma história pra comunista ouvir?
Não esqueçam
O homem do chapelão continua comendo e bebendo as custas do contribuinte brasileiro.
Direitos humanos
Encarcerar esses imundos torturadores também deve ser tarefa do Estado governado pelo homem do isopor na cabeça ou de qualquer outro que tenha compaixão pelo gênero humano.
sábado, 9 de janeiro de 2010
Quanto mais, principalmente
Confesso que estive um pouco descrente da humanidade esses últimos dias, na realidade minha tristeza começou desde o natal, pois eu não consegui voluntários para espancar papais noéis, esses velhos safados que são também responsáveis pela infelicidade de milhões de crianças na noite de 25 de dezembro. Mas não tem nada não, entre “os esquecidos do bom velhinho” ainda nascerá algum para fazer justiça às crianças pobres do mundo. Assim, apesar de triste por não encontrar nenhum parceiro para assustar esses velhinhos mascarados resolvi não atacar em uma ridícula cruzada de um homem só os idosos garotos propaganda da coca-cola.
Porém, isso já passou, e estamos agora em um novo ano, de modo que só retomarei o meu movimento de caça e extermínio ao Papai Noel daqui a doze meses e, ao menos por enquanto, me reconciliei com os meus semelhantes ao ouvir comovido o governador do Distrito Federal dizer que perdoa a todos aqueles que o julgaram mal por que também almeja o perdão dos seus próprios pecados.
Ainda há gente boa no mundo.
Apesar dos pedidos de desculpas de debochados apresentadores de telejornais, das músicas do Latino, dos vampiros do “Crepúsculo” e do Nenê Constantino, ainda existe gente boa no mundo, mesmo que ele esteja se desmanchando sob as chuvas de verão.
Vejam o caso recente da cantora norte-americana Beyoncé que por uma vultosa quantia aceitou fazer um show particular para o filho do Muammar Kadafi, em uma ilha do Caribe.
Tudo para satisfazer o filho solitário de um ditador.
Eu acredito na humanidade, sim eu acredito, nos vivemos no melhor dos mundos possíveis e, portanto, não adianta enlouquecer, a vida não é um roteiro de cinema americano, embora todos saibam como termina, esteja você na companhia de um nigeriano em um vôo sobre os Estados Unidos, no ônibus da seleção do Togo em Cabinda ou ainda em uma pousada em Angra dos Reis.
Porém, isso já passou, e estamos agora em um novo ano, de modo que só retomarei o meu movimento de caça e extermínio ao Papai Noel daqui a doze meses e, ao menos por enquanto, me reconciliei com os meus semelhantes ao ouvir comovido o governador do Distrito Federal dizer que perdoa a todos aqueles que o julgaram mal por que também almeja o perdão dos seus próprios pecados.
Ainda há gente boa no mundo.
Apesar dos pedidos de desculpas de debochados apresentadores de telejornais, das músicas do Latino, dos vampiros do “Crepúsculo” e do Nenê Constantino, ainda existe gente boa no mundo, mesmo que ele esteja se desmanchando sob as chuvas de verão.
Vejam o caso recente da cantora norte-americana Beyoncé que por uma vultosa quantia aceitou fazer um show particular para o filho do Muammar Kadafi, em uma ilha do Caribe.
Tudo para satisfazer o filho solitário de um ditador.
Eu acredito na humanidade, sim eu acredito, nos vivemos no melhor dos mundos possíveis e, portanto, não adianta enlouquecer, a vida não é um roteiro de cinema americano, embora todos saibam como termina, esteja você na companhia de um nigeriano em um vôo sobre os Estados Unidos, no ônibus da seleção do Togo em Cabinda ou ainda em uma pousada em Angra dos Reis.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
Anúncios/classificados/patrocínio/apoios
Panetone do Arruda, dá mais sorte e dinheiro do que trevo de quatro folhas.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Manifesto niilista
Se ao que busco saber nenhum de vós reponde, os abandono a todos, os ultrajo e choro, que já é noite e ninguém vê. Quem disse isso? Não sei, não lembro, essa massa de inutilidades encharca o meu cérebro como álcool, eu morro, eu desfaleço, como qualquer um e já não me serve a idéia de Deus, de nenhum deus antigo, nem dessas deusas novas que tentaram tomar, como titãs delicados, o céu; razão, ciência, revolução, de que me vale tudo isso? Todas elas exigem sangue, holocaustos, não de animais, mas de homens e todas elas sucumbem aos demônios coloridos do poder, do orgulho, do dinheiro. Não te falaram que todos os profetas morreram e ao contrário do que dizem, não deixaram descendentes, não te disseram, que a revolução mudou apenas o nome dos tiranos e que a pobre ciência cresceu a custa da angústia, da descrença. Eu não te amo, medíocre e esplêndida vida que tenho, mas de que adianta morrer, não há ganho em te perder, não morreria por nada, nação, crenças, idéias, valores, paixão, tudo passa debaixo do sol, tudo é vaidade, como já dizia Jesus, não o filho de José, mas o filho de Sirac, que viveu antes dele e que não o anunciou, não, eu não sou um crente da descrença, os que crêem vivem melhor, não, eu não acredito no suicídio, eu debocho de todos os suicidas, por que nasceram com pouca fibra, ou com excesso de coragem, não vale a pena morrer, não adianta enlouquecer, as drogas todas não ensinam nada, são confeites para crianças cada vez menos crescidas e os mais velhos sabem tanto quanto qualquer um. Não acredito tanto assim no dinheiro a ponto de não crer em todas as cotidianas formas de malignos carcinomas, que semeiam a morte, sem um mínimo de consideração social e o sexo, o sexo é divertido, mas como eu não sou príapo não dura tanto assim e nem sobra a arte, a arte não é nada demais, é só outra forma de viver, ao mesmo tempo longe e perto daqui e já não falo do amor, que se desfez em versos e não resiste ao tempo e por fim já não creio no tempo, pois sou eu que passo, eu que envelheço, creio em mim, mas eu não existo, todo o dia me reinvento, me extravio, me perco e só a noite me encontra a vomitar sandices, como estas, pois não creio em nada do que disse, ou só cri a um segundo atrás, não, não creio na descrença, mas acho bela aquela flor rosa pálida, que varreu Hiroxima com sua voracidade de antibiótico e não há por que não reparar beleza no que disseram os molestadores da lua e nos profanadores da guerra, que me roubaram o sagrado direito de matar, sim, por que se não morreria por nada, também por nada mataria. Assim, o que fazer quando a carne reclama que eu espanque até se exaurir as forças dos meus braços, qualquer um que me roubar a paz, que me tirar do sério? Todos esses anos de civilização me emascularam e o que é a civilização senão a forma vitoriosa da barbárie, que por ser a mais bárbara triunfou? Os reis do oriente punham o pé direito sobre a cabeça curvada dos reis vencidos, depois mergulhavam esse mesmo pé no sangue do inimigo morto; os apaches tiravam o couro cabeludo dos inimigos, cortavam-lhe o pênis e o colocavam na boca do castrado; os endinheirados de hoje deixam morrer a mingua qualquer um que não tenha um cartão de crédito, esses são invisíveis, importunos e inúteis, a existência deles chega a ser um crime, assim qualquer conduta deixa de ser criminosa, se aplicada a esta humanidade dispensável, a essa não humanidade, que insiste em existir, sendo útil apenas como fornecedores de órgãos, de sexo e de auto-estima, àqueles que vivem no aquário das suas vidas bem guardadas, onde um Deus de luz e plástico lhes diz com base em pesquisas científicas, quando devem casar, a que horas devem dormir, quantos quilos devem pesar, e o que vestir, o que comer, o que fazer para sempre parecer feliz. A felicidade é uma exigência que várias pílulas multicoloridas prometem trazer, se não a felicidade em si, tão fugidia, sua aparência. Há receita para tudo, um adulto entre trinta e quarenta anos deve fazer sexo três vezes por semana e masturbar-se uma vez, esse é o ideal, assim fazem os famosos, novos deuses do Olimpo, que por terem a vida filtrada por lentes, parecem viver uma vida mais intensa que qualquer mortal, porém isso é o que eles não são, são divas, ídolos, deuses, que de uma ora pra outra, veja você, morrem, tem diarréia nervosa, câncer, medo, visto de perto são iguaizinhos, arrotam e peidam e peidam merda mesmo e não perfume e é tão desagradável sentir o peido de uma dessas celebridades, quanto de qualquer um. É certo que nem de tudo é possível fugir, por exemplo, da escola, que é uma forma de ocupar o tempo dos jovens com conhecimento inútil, afinal se você não quer ser matemático, crítico literário ou historiador, não é muito relevante saber calcular um polinômio, saber identificar um hipérbato na primeira lida e sem titubear ter em mente o nome do terceiro imperador romano do oriente, ou do segundo que seja, porém, em última instância, o responsável por sua vida é você mesmo, não é a família, não são os amigos, não é a igreja, ou a falta dela, o estado, a mídia, deus ou o demônio, o responsável é você, ninguém convence ninguém, você é que se deixa convencer, contudo é difícil aceitar essa verdade incontestável, só você é o responsável pelos seus atos, cada uma das suas alegrias é uma faca de dois gumes, porém o quê digo aqui, acaso sou algum moralista inglês, ou um padre de paróquia do interior a vociferar pelo pano de menos na saia das moças? Vão todos para o diabo, sozinhos e calados ou juntos, que talvez seja mais divertido, o que sei é que as vezes preciso de silêncio e solidão e outras de convívio e companhia, como já dizia aquele alemão que morreu de tanto pensar, contudo meu pai sempre me alertou “de tanto pensar morreu um burro”, depois o que sei eu da vida, não sei nem mais nem menos que qualquer um, por isso ignorem tudo o que eu disse, pois escrevo agora não com o intuito de mudar o mundo, já perdi as ilusões que tinha de me tornar rei, escrevo apenas por não ter o que fazer e estar indisposto, afinal de contas nenhuma filosofia existiria se as mulheres fossem mais disponíveis, assim não tenho nada que preste a dizer e muito menos a ensinar. Vão todos para a puta, a grande puta fodedora que os pariu.
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